MARIA CABRAL
COMO UMA BORBOLETA NEGRA, AQUELA MULHER EXUBERANTE, VESTIDA DE NEGRO; VESTIDO FARTO, ESTILO ANOS 50, AS VEZES SOMBRINHA, BOLSA E MEIAS COMPONDO COM UM SAPATO DE SALTO ALTO QUE AJUDAVA NO VISUAL ELEGANTE DAQUELA ENIGMÁTICA MULHER. DESCENDO DO ALTO DO RUA BARRO VERMELHO, ENTRE AS ÁRVORES DA ALAMEDA DAQUELA RUA, MAJESTOSAMENTE APARECIA MARIA CABRAL FAZENDO A FESTA DA GAROTADA DA RUA E DE ALGUNS DESOCUPADOS. O SEU DISTÚRBIO MENTAL A PERMITIA DE SER INDIFERENTE.

QUEM ERA AQUELA MISTERIOSA MULHER QUE FAZIA DESCASO TODAS AS TARDES DA POPULAÇÃO MACAIBENSE QUE TENTAVA TIRÁ-LA DO SÉRIO. MAS DESCONHECENDO DE TODAS AS CHARCOTAS QUE ACONTECIAM EM SUA VOLTA, ELA CAMINHAVA ELEGANTEMENTE, MESMO COM AS ROUPAS, AS VEZES, SURRADAS, REMENDADAS, DESGASTADAS PELO TEMPO, CAMINHAVA SEM APRESSAR O PASSO COMO SE ESTIVESSE NA CORTE IMPERIAL. O TEMPO QUE AQUELA CABEÇA VIVIA COM CERTEZA NÃO ERA O NOSSO. SÓ O QUE LIGAVA ELA A O SÉCULO EM QUE VIVIA ERA A SUA FÉ. TODAS AS TARDES ELA CAMINHAVA PARA EM DIREÇÃO A IGREJA MATRIZ PARA CONVERSAR COM NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO.
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